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ESÔFAGO

O esôfago é o órgão responsável por levar a comida da boca até o estômago, logo, ele atravessa o pescoço e toda a região torácica e termina na parte superior do abdômen, tendo uma extensão de aproximadamente 50 cm.

A incidência do câncer de esôfago no sexo masculino é 7 vezes mais frequente que no sexo feminino, com uma faixa etária acima dos 50 anos. A obesidade, o tabagismo e etilismo, ingestão de carnes vermelhas, embutidos e conservados com sal, líquidos muito quentes ? como o chimarrão - deficiência de selênio, zinco, vitaminas A,C,E, pouca ingestão de vegetais frutas cítricas aves e peixes, tendem a aumentar o risco de desenvolver o câncer. 

ESOFAGITE EOSINOFÍLICA

Esofagite eosinofílica é uma doença inflamatória primária crônica na qual ocorre infiltração de eosinófilos na mucosa esofágica.

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A sua causa é desconhecida, porém há importante associação com doenças alérgicas e história familiar. Os sintomas principais são: dificuldade de engolir e impactação de bolo alimentar, mas pode haver também queimação no esôfago. O diagnóstico é estabelecido através de endoscopia e análise do tecido do esôfago. É importante diferenciar a esofagite eosinofílica da doença do refluxo gastroesofágico, esta análise se faz tanto pelos sintomas clínicos quanto pela realização da endoscopia digestiva alta. O tratamento mais eficaz tem sido o uso de corticoides.

ESÔFAGO DE BARRETT

O esôfago de barrett merece menção a parte, pois, este vem alterando o perfil de abordagem e tratamento dos pacientes com DRGE, especialmente devido ao risco de malignização.

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A definição de Esôfago de Barrett passou por anos de controvérsia, sendo atualmente definido como: "alteração no epitélio do esôfago de qualquer extensão reconhecível à endoscopia, cuja biópsia apresenta metaplasia intestinal".

Sua incidência estimada é de 8 a 20% dos pacientes com DRGE, a despeito de alguns pesquisadores suspeitarem de uma grande incidência em indivíduos assintomáticos. Sua importância decorre da possibilidade de progressão para o adenocarcinoma de esôfago, que é, atualmente, o câncer de maior incidência crescente. Estima-se que os portadores de esôfago de Barrett têm risco de desenvolvimento de câncer do esôfago 30 a 40 vezes maior que a população.

A doença necessita de tratamento agressivo, pois denota DRGE grave. Deve-se obter controle efetivo do refluxo, seja com altas doses de medicações ou cirurgia. A cirurgia parece proporcionar melhor controle do refluxo, além de prevenir também o refluxo de sais biliares, que aparentam estar envolvidos na gênese e progressão da displasia do esôfago de Barrett, sendo, portanto, nossa opção de tratamento. Diversos tipos de tratamento endoscópicos que visam remover o epitélio metaplásico do esôfago distal estão sendo desenvolvidos, alguns com resultados promissores, porém, todos em nível ainda experimental.

O acompanhamento dos portadores de Esôfago de Barrett também deve ser diferenciado, mesmo nos casos operados, obrigando a realização de controles endoscópicos com biópsia da mucosa de forma perene.

A presença de displasia na mucosa do esôfago de Barrett deve ser pesquisada, pois altera decisões de conduta e acompanhamento. A displasia traduz mais um passo no caminho da carcinogênese e deve ser agressivamente tratada e acompanhada. A displasia é classificada em graus. Na displasia de baixo grau, o tratamento cirúrgico através de operação antirrefluxo (fundoplicatura, por exemplo) impõe-se, pois é o único método que, ainda que raramente, mostrou regressão da displasia e parece impedir a progressão para o adenocarcinoma. A displasia de alto grau deve ser considerada como carcinoma in situ e assim, tratada como câncer do esôfago, devendo ser indicada esofagectomia. Tal conduta apoia-se no fato de alguns autores encontrarem em porcentagem não desprezível presença de carcinoma invasivo em peças de esofagectomia de pacientes com apenas displasia de alto grau na biópsia endoscópica.

MAU HÁLITO

A halitose é um sintoma constrangedor com significativo impacto social.

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A Halitose ou Mau Hálito afeta milhões de pessoas ao redor do mundo e muitos recursos são investidos em produtos para a melhora do hálito, sem sucesso. Existem muitas causas da halitose e a maioria delas está relacionada com a cavidade oral, outras estão relacionadas com doenças otorrinolaringológicas, respiratórias, doenças gastrointestinais, alterações das funções renais e hepáticas e outras síndromes metabólicas. As doenças gastrointestinais mais relacionadas à halitose são: doença do refluxo gastroesofágico, hérnia hiatal, divertículos e síndromes de má absorção. Atualmente dispomos de testes orais que nos ajudam no diagnóstico das causas específicas da halitose.

MEGA ESÔFAGO

É caracterizado como o próprio nome diz, por aumento global do esôfago, e este ocorre por perda da musculatura, desta forma ocorre uma dilatação progressiva do órgão, com dificuldade de levar o alimento que está na boca para o estômago.

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A principal causa do mega esôfago é causada pela Doença de Chagas, a qual e transmitida pelo Barbeiro (agente que transmite o parasita Trypanosoma Cruzi). Em segundo lugar vem as de origem neurológicas e por fim as idiopáticas (quando não se sabe a causa da doença).

DIAGNÓSTICO E SINTOMAS:

Existem vários exames que podem ser pedidos para diagnóstico do megaesôfago, os mais frequentemente usados são:

Rx contrastado de esôfago, estômago e duodeno - o qual tem a principal função de avaliar a dilatação e a forma do esôfago. E a manometria esofágica que irá traduzir a contração do esôfago e o quanto o esôfago está doente. Estes dois exames são fundamentais não só no diagnóstico, mas também para realizar o tratamento.

Os sintomas são lentos, levando anos para o paciente procurar a ajuda médica. Inicialmente se começa com dificuldade de engolir comidas sólidas e mais secas, o qual posteriormente o paciente irá levando este fato fazendo a ingesta de grande quantidade de líquidos para ajudar a empurrar a comida ao longo do esôfago. Posteriormente as dificuldades de deglutir aumentam, e desta forma o mesmo irá progressivamente emagrecendo e a sua dificuldade de sólido já passa para pastoso e depois até mesmo para líquidos.

TRATAMENTOS:

O tratamento não cirúrgico como: aplicação de toxina botulínica ou dilatação esofágica são reservados para casos iniciais ou em pacientes com condições clinicas que não suportam a cirurgia.

Na maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, sendo realizado hoje basicamente por videolaparoscopia e em centros especializados pode ser feito por via robótica, o qual permite melhor visualização e manuseio dos tecidos. Em casos mais avançados pode ser necessária a retirada do esôfago, fato felizmente raro atualmente.

REFLUXO GASTRO ESOFÁGICO

O refluxo gastroesofágico ou doença do refluxo gastroesofágico consiste no refluxo de conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, normalmente com ph ácido, embora possa ser também de conteúdo biliar, neste caso chamado refluxo alcalino

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O refluxo, que contém material ácido, atinge a faringe e até a boca, provocando, tal como na pirose, ardor, queimação, mal estar e em casos extremos a morte.

O sintoma mais comum é a azia (sensação de queimação retroesternal e abdominal, que pode subir até a garganta) e sensação de regurgitação. Entretanto, a ocorrência eventual de pirose não significa caso da doença, embora sua ocorrência em períodos relativamente curtos seja indicativo de seu desenvolvimento.

Pode ocorrer também dor próxima ao coração, uma queimação, simulando uma dor cardíaca, problemas respiratórios (asma, broncopneumonia) ou do orofaringe (tosse, pigarro ou rouquidão).

Os sintomas de pirose e dor podem ser aliviados com a ingestão de antiácidos, no entanto um modo rápido de identificar a origem da dor no peito (se cardíaca ou gastrointestinal) é ingerindo alguns goles de leite sem açúcar.

Os fatores predisponentes mais comuns são a presença de hérnia do hiato esofágico, obesidade e tabagismo, entre outros.

A presença de bile refluída do duodeno parece ter muita importância em um tipo mais grave de DRGE, chamado de Esôfago de Barrett. Este tipo está intimamente ligado ao câncer do esôfago. Dificuldade para engolir e dor torácica crônica, e ainda pode incluir tosse, rouquidão, alteração na voz, dor crônica no ouvido, dores agudas (pontadas) no tórax, náusea ou sinusite.

 
TRATAMENTO:

Para os casos mais graves e aqueles que não respondem ao tratamento clínico, pode estar indicado o tratamento cirúrgico, que consiste na correção da hérnia de hiato ou da incontinência do esfíncter inferior do esôfago através da confecção de uma válvula antirrefluxo (fundoplicatura) com o fundo gástrico que envolve total ou parcialmente o esôfago.

É realizado por videolaparoscopia ou por cirurgia robótica em acesso minimamente invasivo.