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Esofagectomia minimamente invasiva apresenta melhores resultados para tratamento do câncer de esôfago, indica estudo

O Estudo MIRO: Esofagectomia Minimamente Invasiva demonstrou que esse procedimento apresentou melhores resultados para o tratamento do câncer de esôfago do que a esofagectomia aberta. A pesquisa foi financiada pelo Instituto Nacional do Câncer da França e apresentada no Congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO 2017), em Madrid.
Apesar de ser o tratamento padrão para esse tipo de neoplasia, a cirurgia aberta apresenta desvantagens importantes em relação à técnica minimamente invasiva. A esofagectomia transtorácica apresenta taxas de mortalidade entre 2 e 10% e taxas de morbidade entre 30 e 50%. A técnica laparoscópica indicou resultados promissores, com menor trauma pós-operatório, menores taxas de mortalidade e morbidade e maior qualidade de vida ao paciente.
A análise – realizada entre 2009 e 2012 – selecionou 207 pacientes entre 08 e 75 anos com tumor de esôfago na parte inferior do órgão, de 13 centros de tratamento da França, que foram indicados randomicamente para a cirurgia aberta ou minimamente invasiva. Foram analisadas as taxas de mortalidade e morbidade e a taxa de sobrevida de cada um dos pacientes. O estudo indicou que o grupo submetido à cirurgia minimamente invasiva reduziu a taxa de morbidade em 69% e aumentou os índices de sobrevida global em três anos.
Apesar de novo, os resultados do estudo são animadores, e devem ser considerados no momento da indicação do tratamento para a neoplasia de esôfago. É um procedimento sólido, que diminui riscos para o paciente, e pode evitar custos altos, tanto dos hospitais, dos planos de saúde, dos pacientes e da rede pública em tratamentos das morbidades pós-operatórias, por isso deveria ser indicado para o tratamento padrão nesses casos.
O câncer esofágico é o sexto mais prevalente em mulheres e o décimo terceiro mais prevalente em homens no Brasil, segundo o Instituto do Câncer (INCA). No último ano, foram estimados quase 11.000 novos casos da doença. Acredita-se que o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o refluxo gastresofágico sejam os principais fatores de risco para a patologia.