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CÂNCER DO COLORRETAL

Nos últimos anos podemos observar grandes mudanças no tema câncer colorretal. Inicialmente a sobrevida no câncer colorretal teve uma progressão e isso se deve principalmente ao melhor entendimento da genética deste tipo de câncer, proporcionando melhores

Diagnóstico e Prevenção:

Sem dúvida, mais importante que investir em novos agentes quimioterápicos e avanços cirúrgicos, é investir na prevenção e conscientização tanto dos médicos como dos pacientes em realizar o rastreamento do câncer coloretal.

Os dois exames mais comumente usados são o de sangue oculto das fezes e a colonoscopia. O sangue oculto é um exame com alta sensibilidade (80 a 85%) porém baixa especificidade. Possui uma grande vantagem de ser barato, com isso factível de ser realizado em todos os lugares. A colonoscopia sem dúvida é o exame mais específico na detecção do câncer coloretal, porém é um exame caro, não disponível em todos os lugares. Outra vantagem da colonoscopia é que ela pode ser um exame diagnóstico e em alguns casos, terapêutico.

A realização de colonoscopia é recomendada a partir dos 50 anos, caso o paciente não tenha nenhum fator de risco como: Polipose adenomatose familiar, câncer cólon retal hereditária, doença inflamatória intestinal ou parentes de 1° grau que tiveram este tipo de câncer. Estes casos específicos devem ser avaliados para o médico decidir qual a idade ideal para pedir o exame.

Sabe-se que o uso de álcool, cigarro, obesidade, aumento da ingestão de carnes vermelhas e baixa ingestão de verduras aumentam a chance, assim como mulheres que tiveram câncer de útero, ovário e mama possuem chance maior de terem câncer coloretal.

O uso de aspirina reduz em até 60% o aparecimento de novos pólipos precursores do câncer coloretal, porém a dosagem que se recomenda são de 4 comprimidos de 325 mg/dia, que faz com que uma porcentagem muito pequena das pessoas consiga fazer uso, devido aos efeitos colaterais. 


Tratamento:

CIRÚRGICO: falaremos inicialmente da parte do colón e sigmoide e posteriormente do reto.

Colón e sigmoide: Este pode ser tratado por via endoscópica ou cirúrgica. Por via endoscópica é aceito o tratamento em lesões neoplásicas que tenham invadido a submucosa sem invasão de planos musculares, além disso, o tumor deve ser bem diferenciado sem invasão microvascular, e de até 4 cm. Se obedecer a todos estes critérios é aceita a ressecção tumoral via endoscópica. Já tumores T2, por apresentarem em mais de 20% comprometimento linfonodal, não e indicada a ressecção local. Em alguns casos onde a comorbidade cirúrgica é extremamente alta, pode se realizar ressecções endoscópicas acima de T1. 
A via cirúrgica pode ser feita tanto pela via aberta, como minimamente invasiva, tais como laparoscópica single port e robótica. 

? Laparoscopica é a via minimamente invasiva mais usada no nosso meio e no mundo, se comparada com a técnica aberta existe uma menor perda sanguínea e um retorno às atividades mais precocemente. 

? Single Port é o procedimento cirúrgico feito com apenas um orifício, geralmente realizado no umbigo, possui ainda um número pequeno de casos, necessitando de maior evidência científica do seu real benefício frente a cirurgia laparoscópica propriamente dita. 

? Robótica: tecnologia recente no meio médico, sendo utilizada pela primeira vez em 1994 nos Estados Unidos. Possui a grande vantagem da visão tridimensional, além de eliminar os tremores na cirurgia, pode ser utilizado principalmente em caso de re operações ou em tumores aonde a dissecção com outros órgãos nobres é mais delicada e difícil. Recentemente temos a utilização do robô junto com o single port, porém ainda temos poucos casos utilizando esta técnica.

Reto: Atualmente temos a opção de realizar a ressecção endoscópica usando TEM (microcirurgia endoscópica transanal) técnica que consiste na utilização de um aparelho transanal, onde é possível retirar toda a parede da região comprometida pelo tumor, podendo depois realizar sutura nas bordas cruentas, em alguns casos a realização desta cirurgia evita a amputação abdômen perineal e consequentemente o uso de bolsas de estomas definitivos. Iniciado na Alemanha em 1982 sendo introduzida no Brasil em 2002 este método deve ser realizado em grandes centros por pessoas treinadas visto serem poucos casos existente que entre nos critérios aceitos para a sua realização, os quais são: lesão menores que 4 cm, ausência de comprometimento microvascular e lesões até T1. Seguidos todos estes critérios, a chance de comprometimento linfonodal é menor que 5%, por isso o seguimento destes pacientes quando submetidos à ressecção por TEM deve ser bimestral no máximo trimestral nos primeiros dois anos.
Qualquer outro estadiamento, além dos acima mencionados, deve ser tratado pela via cirúrgica.
A região pélvica é uma área de difícil acesso para se trabalhar, isso tanto na via convencional onde a profundidade exibe dificuldade tanto na sua mobilização tanto na sua iluminação, dificultando desta forma a correta identificação da inervação e a dissecção correta do mesorreto. Com o advento da laparoscopia houve uma melhora importante na visualização das estruturas e na sua preservação, porém o cruzamento das pinças e a dificuldade da sua manipulação principalmente em pélvis estreitas e em tumores grandes é algo que dificultava o procedimento. Neste contexto a cirurgia robótica foi de grande valia, pois a sua visão tridimensional associado a seus braços articulados permitem uma melhor visualização da sua inervação, permitindo assim sua preservação e melhor exposição e dissecção do mesorreto de forma adequada. 

Perguntas frequentes:

1. Quais são os principais sintomas do câncer colorretal?

Os sintomas mais comuns são: perda de sangue nas fezes, emagrecimento e as fezes saírem mais finas. Também podemos ter perda de muco (secreção branca) junto com as fezes.

2. Qual o exame que se faz para saber se estou com câncer no intestino?
O exame mais preciso é a colonoscopia.

3. O tratamento feito é sempre cirúrgico?
O único tratamento curativo para o câncer cólon retal é o cirúrgico, porém, dependendo em que estágio está a doença, pode se fazer incialmente quimioterapia e/ou radioterapia, para depois poder operar. 

4. Quais são as formas atuais de cirurgia para o câncer colorretal?
Temos a forma convencional, que é a cirurgia aberta (com corte na barriga) e temos também a opção de minimamente invasiva (que pode ser por via laparoscópica ou robótica) e em alguns casos técnica TEM, em que se faz a retirada do tumor por dentro do intestino sem corte ou furos na barriga.

5. Se eu tenho um tumor de cólon e no fígado eu não sou mais candidato a cirurgia?
De forma alguma. O fato de ter tumores no cólon e no fígado não contra indica a ser operado, porém deve ser avaliada por um especialista para verificar a possibilidade deste procedimento.

6. Existe alguma forma de eu prevenir o Câncer colorretal?
Sim, inicialmente saber se existe alguma história familiar e genética na sua família, pois desta forma a orientação e prevenção e individualizada. Mas de um modo geral, comer verduras e frutas assim como fazer uso de baixa quantidade de gordura animal e carnes vermelhas ajuda na prevenção do câncer cólon retal.